domingo, 30 de setembro de 2012

Número de divórcios no Brasil é recorde e problema atinge a Igreja

"O que Deus uniu o homem jamais separe!". Ao que parece, essa sentença nunca esteve tão ameaçada quanto nos dias de hoje. O casamento, como instituição sagrada, imutável e indissolúvel, vem perdendo prestígio por conta de um conjunto cada vez maior de circunstâncias.
No Brasil, o fim da exigência de prazos para dissolução legal dos casamentos fez com que a taxa geral de divórcios atingisse, em 2010, o seu maior patamar desde 1984, quando foi iniciada a série histórica das Estatísticas do Registro Civil, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingindo 1,8 por mil habitantes entre pessoas de 20 anos ou mais. Ainda de acordo com o Instituto, entre 1990 e 2007, ou seja, em apenas 23 anos, a taxa de divórcio cresceu 200%.
Embora não haja nenhuma pesquisa específica que aponte os números de separações entre evangélicos, é possível supor que o problema atinja também esse segmento da sociedade em proporções inéditas. Basta que o leitor observe sua própria congregação. Dificilmente não haverá casamentos desfeitos em sua igreja. Mas, quais são os fatores causadores desta situação, que afeta em cheio as famílias brasileiras? O que diz a Bíblia sobre o divórcio? Como agem as organizações evangélicas destinadas a ajudar os casais em crise?
Segundo especialistas em terapia de casal ouvidos pela reportagem da revista Comunhão, os problemas que mais afligem a vida a dois - mesmo a dos casais evangélicos - são aqueles relacionados a dificuldades financeiras, relacionamentos conflituosos com a família de origem, vida sexual, saúde debilitada e decepções. Falta de diálogo e infidelidade conjugal também são reclamações constantes. Por esse prisma, a tecnologia vem contribuindo em muito com o aumento do número de divórcios no mundo, seja afastando os casais de uma convivência real em favor do mundo virtual, seja abrindo oportunidades perigosas ou angariando provas da infidelidade do homem ou da mulher.
A proliferação de câmeras digitais e smartphones, aliada à popularização das redes sociais, fazem com que os cônjuges infiéis tenham mais dificuldade em escapar incólumes, tendo um papel cada vez maior nas separações de casais, segundo advogados especializados em divórcios. Embora não se consiga medir com exatidão a relação entre essas ferramentas e o fim das relações, a Associação de Advogados Matrimoniais dos EUA estima que as publicações no Facebook já correspondam a 20% das provas apresentadas por cônjuges do país na hora da separação, de acordo com pesquisa divulgada neste mês de março.
O pastor Cláudio Almeida dos Santos, que há três anos vem realizando encontros para casais em sua igreja, a Assembléia de Deus Missão Shekinah, em Vila Velha (ES), aponta outro fator que causa graves problemas nos relacionamentos de hoje: as expectativas irreais que um tem sobre o outro. "Ou seja, as pessoas esperam do seu cônjuge aquilo que ele não pode dar e, com o passar do tempo, começam a achar que fizeram a escolha errada, ou mesmo que não estavam preparados para assumir um compromisso tão sério", explica o pastor.
Curiosamente, o próprio Cláudio quase terminou seu casamento anos atrás, devido a outro grave problema social: "Sou alcoólatra. Estou liberto desse vício desde que me converti. Mas, na época, minha esposa, Sonia, inúmeras vezes pensou em sair de casa. Nunca nos agredimos fisicamente, mas com palavras eu a fiz sofrer muitas vezes. Eu dormi muitas vezes na rua, sem condições de chegar em casa", revela.
A tragédia causada pelo alcoolismo só foi evitada porque Cláudio se converteu ao Evangelho. Mas, conta ele, uma mudança profunda no relacionamento com a esposa levou mais tempo e outro tipo de "processo interno". Cláudio relata que levou mais de 20 anos para encontrar a verdadeira harmonia no casamento: "Estamos casados há 28 anos, mas sempre vivemos uma vida de muitos conflitos. Cheguei a pensar em me separar, a abandonar tudo, mas o temor a Deus, e o medo de voltar à vida que eu tinha antes de me converter, me fizeram procurar ajuda. Somente há cerca de quatro anos conseguimos resolver nossos problemas, graças a muita terapia e orações. Tem de ter esperança e paciência para vencer essa batalha". O pastor conta que, a partir de sua própria experiência, iniciou seu ministério com casais baseado na seguinte premissa: "O que Deus uniu, o homem, os parentes, a vida financeira, a saúde...nada pode separar!" Separar ou não, eis a questão...
Há vários textos bíblicos que apoiam os argumentos daqueles que defendem a tese de que o casamento é indissolúvel. Em Mateus 19, o próprio Jesus responde às perguntas dos fariseus acerca do divórcio: "E aconteceu que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galiléia, e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão; E seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali. Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério".
O apóstolo Paulo, em sua primeira carta ao povo de Corinto, também fala sobre o tema de forma inflexível, no capítulo sete: "Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?".
O texto é claro, mas não resolve o problema de quem sofre dia a dia com uma convivência difícil. Em grande parte, quando se chega a esse ponto, já não há mais amor entre os cônjuges. Então, a solução seria viver uma vida acorrentado à tristeza, abrindo mão assim da possibilidade de uma vida supostamente mais feliz? Diretor e conferencista do Oikos, ministério cristão de apoio à família, Gilson Bifano diz que a argumentação de que o amor acabou e, em consequência, não há por que lutar para reatar o casamento, não condiz com a realidade do problema.
"O amor acaba porque os casais não o alimentam. Amar é uma decisão. Todos os dias deve haver disposição de amar o cônjuge. O abandono do casamento não é da vontade de Deus, especialmente para os casais cristãos. Eu diria que os casais com dificuldades deveriam lutar pelo casamento, procurar ajuda através de um aconselhamento, ou uma terapia. Se os casais lutarem por seus casamentos, teremos, com certeza, menos divórcios" diz ele, de forma simples.
Com a mesma esperança na restauração, por vezes milagrosa, o pastor Narciso Marques, coordenador do ministério Casados Para Sempre, da Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), diz que receberá aproximadamente 200 casais, divididos em 33 grupos, apenas no primeiro semestre deste ano. O ministério tem diversos programas para o fortalecimento da vida a dois daqueles que querem prevenir uma crise ou mesmo para aqueles que já vivem uma realidade dolorosa. Há encontros, acampamentos de casais e oportunidades para aconselhamento individual e, até mesmo um curso de finanças para a família - área que costuma gerar muitos conflitos.
"Recebemos casais com todo tipo de problemas, não dá nem para descrever. São coisas inusitadas até, desde casos em que o casal não consegue tirar o filho já crescido da cama deles até os que se separaram devido aos filhos terem graves problemas com drogas. Há aqueles que já estão com aos papéis do divórcio em andamento. Mas, não importa a situação, se houver o interesse e empenho dos dois, a coisa é reversível, por mais caótica que seja aos olhos do homem. Deus age. É isso que nos diferencia de outros grupos de apoio não crentes. Nós, evangélicos, contamos com a intervenção divina!".
Já o pastor Julio César de Araújo, um dos líderes do ministério Casados Para Sempre criado pela Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, destaca, do alto de seus 11 anos de experiência no treinamento de casais e de conselheiros matrimoniais, a preocupação com os efeitos sobre a família que, ele afirma, pode ser afetada de uma forma muito traumática: "Quando há a quebra de aliança com Deus e, por consequência, a separação do casal, vai haver uma série de transtornos na família, seja pela ausência da figura do pai ou da mãe, principalmente quando as crianças são pequenas, na primeira infância. Isso afeta demais o lado emocional e o espiritual das crianças. Tem gente que diz que, após se divorciar, a convivência com os filhos melhorou, mas isso não existe, é balela. Filhos de pais separados têm dificuldades que, por vezes, se manifestam por toda vida", diz.
O pastor Julio vê com bons olhos o aumento do número de casais que estão optando pela guarda compartilhada - conforme levantamento do IBGE o número de casais que concordou em ter a guarda compartilhada de seus filhos (menores de idade) subiu de 2,7%, em 2000, para 5,5% em 2010 - mas diz que a medida não soluciona o problema: "É claro que ela diminui o trauma da separação, que minimiza os danos emocionais da ruptura familiar, mas isso não pode ser visto como uma solução definitiva. A solução é amparar as famílias para que elas não se dissolvam", alerta o pastor.

Descanso: momento de renovação

Programe-se e tenha um momento fundamental de diversão, reflexão e comunhão com Deus e com a sua família.

Você dedica todo o seu talento e grande parte do seu tempo aos estudos, ao trabalho, à realização de projetos e metas. Afinal, isso é importante para trilhar uma carreira vitoriosa e garantir o futuro tranquilo que você deseja para si e sua família. No entanto, tantas atividades acarretam o tão conhecido estresse da vida moderna. Esse desgaste durante o ano faz com que um período de descanso seja não só desejado, mas necessário para a saúde física, mental e espiritual. Você consegue reservar, ao menos uma vez ao ano, um tempo com a família e com Deus, sem pressões, sem cobranças, sem relógios ou cartões de ponto? Esse tempo normalmente vem através das férias de 30 dias. Mas, se isso não for possível, você pode administrar recessos menores, de 15, 10 dias ou mesmo uma semana. O importante é focar na qualidade de como esse tempo é gasto. Se bem realizado, será lembrado com carinho para sempre pelos membros da família.
Segundo o psicanalista e pastor Marcos Menegone, da Igreja Assembleia de Deus de Barcelona, na Serra, um recesso é uma ótima oportunidade para renovar os laços afetivos com a família e as forças para os próximos desafios. "É um período em que recuperamos nossa energia gasta durante um longo ano de trabalho, que muitas vezes nos aprisiona em atividades rotineiras, causando um sério desconforto emocional. Eu acredito que o tempo com a família deve e pode ser recuperado, e que é importante que se tome alguns cuidados, como, por exemplo, uma programação antecipada, a fim de que as férias não acabem por se tornar mais um problema para a família", disse ele.
Estabeleça prioridades
Membro da igreja do pastor Menegone, a empresária Flaviane Barreto sabe o valor de um período de descanso em companhia da família. Mãe de Pâmella, Paloma, Matheus e Anna Alice, respectivamente com 18, 12, 9 e 3 anos de idade, ela e o esposo, Petter, programam sempre que possível um período juntos no ano. "Tento reservar o máximo de tempo possível. Claro que tenho que ter o meu compromisso com Deus, mas sempre procuro sair com eles, nos divertir", frisou. Ela lembra ainda da importância de ter a Deus como o grande companheiro de viagem. "Jesus disse a nós: ‘vigiai e orai'. Tiramos férias do nosso trabalho, da universidade, da escola, dos nossos trabalhos pastorais, mas não podemos tirar férias da presença de Deus. É necessário levarmos Deus para a nossa vida e para as nossas férias. Tudo isso é importante para não nos afastarmos de Deus. Já imaginou se Ele tirasse férias de nós?", indagou ela, que pretende viajar neste mês para o Nordeste com a família.
O cantor e pastor Carlinhos Félix compartilha o hábito de buscar a Deus quando viaja. Casado com a pastora Adriana Félix e pai de Rafael, Lucas e Davi, Carlinhos acha válida a visita a novas igrejas neste período, tendo com sua família não só um momento de diversão, mas de reflexão e agradecimento pelo ano que passou. "No corre-corre do cotidiano, às vezes você pode estar na igreja aos domingos. Mas quando descobrimos, durante as férias, um lugar com uma boa igreja, é sempre uma agradável surpresa. Você pode ir depois de passear durante o dia. Ir ao culto e adorar ao Senhor junto com os seus familiares é muito importante. Ainda mais quando reconhecemos que esse momento de descanso é presente de Deus", explicou.
Quando em recesso, não leve o trabalho com você
Mesmo com uma agenda cheia de compromissos, em virtude de sua carreira na música e ainda como diretor de uma escola de adoração, Carlinhos Félix não abre mão de passar um tempo com a família. Em 2012, o destino será Angra dos Reis, no Rio de janeiro. "Nas férias, conseguimos força, coragem e energia para enfrentar mais um ano de muita luta, mas com muitas vitórias vindas da parte do nosso Salvador, Jesus Cristo. Decidimos juntos que entre o final de dezembro e o início de fevereiro sairíamos sempre de férias. Depois dessa decisão, muita coisa mudou em nosso relacionamento. No início, eu sempre ouvia um dizer: ‘larga o celular pai!' Graças a Deus, aos poucos, fui me libertando", lembrou.
A "liberdade" deve de fato ser comemorada por Carlinhos, já que nem todos conseguem deixar o trabalho em segundo plano, nem ao menos naquelas poucas semanas. Para se desligar da rotina do trabalho. é preciso vencer hábitos cada vez mais comuns atualmente, como ter sempre à mão um (e até mais de um) celular e checar diversas vezes ao dia a caixa de e-mails.
Para Leonelle Lamas, diretora da Divulgue Outdoor e membro da Igreja Batista de Jacaraípe, a palavra para evitar preocupações ligadas ao trabalho é programação. "Nas férias, procuro me desligar. Deixo tudo programado com antecedência, e quando viajo já está tudo nos devidos lugares, com uma pessoa me substituindo. Eu viajo para um lugar onde não tenha sinal de celular e a internet seja lenta, assim fico descansada", afirmou.
Casada com Ismael e mãe de Cristiane, Emanuelle e Ismael, respectivamente com 20, 13 e 6 anos, Leonelle afirma que as férias são decididas levando em conta os gostos individuais. "Nesse período, procuramos cada um fazer o que gosta. Mas fazemos refeições e passeios juntos. Férias é descontração, mas sempre juntos. Família é algo sagrado, é alicerce", analisou.
O alicerce, a base. Ao ter um momento tão especial com sua família e também com Deus, o cristão transforma seu período de férias em algo mais que imagens em um álbum. Ele cumpre a vontade do Senhor e ainda brinda a si mesmo e a todos os seus familiares com momentos únicos, guardados eternamente com carinho no coração.

sábado, 29 de setembro de 2012

O Amor aos Irmãos

Texto: I João 3.11-24
As vezes me pego a pensar sobre as coisas importantes e fundamentais da vida cristã. Nos envolvemos com muitas teorias sobre a operação de Deus em nós, por nós e através de nós. Criamos situações para que o nosso relacionamento com Deus fique mais visível aos outros enquanto fantaziamos e as vezes até fanatizamos nossa relação com Ele. Queremos um Deus criado a nossa imagem e semelhança, cheio de "poder" para atender de imediato nossas exigencias. Nos colocamos no lugar do Senhor, e colocamos o Senhor  em nosso lugar. Mandamos, ordenamos, exigimos e determinamos que Ele, o Todo Poderoso realize todas as nossas vontades e as vontades daqueles a quem queremos impresionar. Em nossa concepção de um deus criado por nós, segundo nossos desejos carnais, vemos a operação do fantástico, do incrível, do espetacular, do show, daquilo que se pode ver e tocar. O mais incrível de tudo isso é que a Palavra de Deus pregada já não faz mais sentido para nós. Se não houver algum tipo de manifestação durante o culto,  Deus não está naquele lugar (Igreja).  Assim, estamos cada vez mais nos afastando da simplicidade do Evangelho de Cristo.
Esta simplicidade do Evangelho nos remete aquilo que realmente importa - viver a vontade de Deus. Quando Jesus Cristo se manifestou nesta terra as pessoas custaram a acreditar nele e em sua mensagem devido a sua simplicidade como pessoa:  "...não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso." (Is 53.2b,3). Sua mensagem era encantadoramente simples: "Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros." (v.11) Que tipo de mensagem é essa que nos remete aos relacionamentos pessoais e interpessoais? Qual o propósito desta mensagem pregada e anunciada por Jesus desde o princípio? Aqui, não vemos Jesus nos prometer riquesas ou algum tipo de poder sobrenatural, ou alguma capacidade especial para imprecionar pessoas. Jesus, simplesmente está querendo dizer que o verdadeiro poder está em "amarmos uns aos outros". Não com amor fingido, mas com amor real, verdadeiro, sincero.
O apóstolo João compara o amor fingido na mesma proporção da inveja e do ciúme que se abateu sobre Caim, "que era do Maligno e assassinou a seu irmão." Porque Caím assassinou a seu irmão? "Porque as suas obras eram más e as de seu irmão, justas." (v.12) Em outras palavras, a falta do verdadeiro amor ao próximo leva-nos a inveja, ao ciúmes, e nossas obras se tornam más. É por isso que o mundo nos odeia (v.13). O cristão não anda segundo os padrões do mundo. No mundo paga-se o mal com a mesma moéda, é a lei do olho por olho, dente por dente. Isso é falta de amor e contrário ao mandamento que o Senhor nos deu - amar uns aos outros. 
Quando Jesus nos regenerou, saímos de um estado de morte espiritual para um estado de vida. Isto quer dizer que nosso estado de desobediencia a Deus através da prática do pecado se reverteu em uma nova vida de obediencia através de uma transformação completa. Aquele cuja vida não foi mudada, ainda continua na morte. Em nossa condição de morte não conseguimos amar ninguém com amor sincero. Nosso amor é fingido, enganador, falso e sem valor. Quando o Espírito de Deus nos convence de nosso erro, passamos da morte para a vida e nosso amor passa a ser sincero, fiel e verdadeiro para com as pessoas. "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte" (v.14) 
A questão do amor é tratada de forma tão séria na Bíblia que "...aquele que odeia a seu irmão é considerado, assassino" (v.15a). Nutrir no coração raiz de amargura, ódio, raiva e falta de perdão e amor, torna-nos, diante de Deus, assasinos. O assassino, diz as Escrituras: "...não tem a vida eterna em si." (v.15b). Seguindo o exemplo do próprio Cristo que deu a sua vida por nós, devemos dar nossa vida pelos irmãos no sentido de não permitir que um irmão passe alguma privação ou necessidade. "Nisto conhecemos o amor: Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" (vs.16,17). O verdadeiro amor cristão é um amor de prática, é um amor de serviço ao próximo. "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (v.18).
Não conhecemos que uma pessoa pertença a verdade ou a Deus pelo fato de coisas extraordinárias e incríveis acontecerem por seu intermédio, mas sim, pelo fato da capacidade dada por Deus as pessoas de amarem incondicionalmente os outros. "E nisto conhecemos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranquilizemos o nosso coração." (v.19).
Em Cristo,
Pr. Gilberto de Souza

Autoridade Espiritual


Introdução
Em uma breve análise de Romanos 13 citado por Nee, vemos claramente a seguinte declaração do apóstolo Paulo: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores". A que autoridades superiores o texto se refere? Segundo o próprio texto no versículo 1c, a todas "as autoridades que existem". No versículo 7 temos a exata confirmação deste fato "... a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra". Portanto, deveres morais, cívicos, sociais etc. É claro, não podemos esquecer que esta mesma regra é válida para o reino de Deus: "... É lícito pagar tributo a Cezar ou não?... Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt 22.17b e 21b).
Outra verdade que aprendemos com a Palavra de Deus, é que "... as autoridades que existem foram por Ele (Deus) instituídas" (v.1c). Podemos até inicialmente não entender esta declaração, mas cada vez que infligimos as leis impostas pelos homens, estamos desagradando a Deus "De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação" (v.2). Se somos imprudentes no trânsito, por exemplo, não respeitando as leis estabelecidas para o nosso próprio bem, podemos sofrer as conseqüências de uma punição severa pela transgressão da lei "Visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal" (v.4).

No campo religioso o que não faltam são idéias, convicções doutrinárias e auto-afirmações do tipo: "Nós seguimos fielmente a palavra de Deus". Por causa desse tipo de pensamento temos vivenciado em nossos dias o alvorecer de novas igrejas e denominações cujos líderes se autodenominam portadoras de uma verdade universal. Os líderes desta nova safra de igrejas têm arregimentado multidões após si.

A realidade é que mesmo não concordando com certas determinações, temos o dever diante de Deus de respeitar e conviver debaixo da submissão, desde que esta não contradiga a vontade de Deus. A submissão é agradável a Deus desde que as ordenanças (líderes) estejam sujeitas ao próprio Deus "Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem" (1Pe 2.13,14).

A autoridade está ligada inseparavelmente à vontade e querer de Deus. Quando Pedro e João foram presos por ocasião da cura de um coxo em Atos 3, sem saber o que fazer com eles o sinédrio "Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em nome de Jesus" ao passo que "Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não poderemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos" (Atos 4.18-20). Não podemos nos sujeitar a algo que não provem de Deus, isto é, não podemos nos sujeitar a algo que o próprio Deus não aprova. Uma das maiores lições que aprendemos da palavra de Deus é a Submissão. A palavra de Deus nos ensina a sermos submissos até mesmo quando nossos senhores, ou aqueles que exercem autoridade sobre nós forem maus para conosco: "Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso; porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrimento injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus" (1 Pe 2.18,19).

Obediência à vontade de Deus - a maior das exigências da Bíblia
É interessante quando o autor mostra que a maior exigência de Deus é a obediência; e isto está em conformidade com o texto do AT que diz: "... Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?" (1Sm 15.22). Às vezes perdemos o foco do que realmente é primário em nossas vidas e nos prendemos ao secundário. Queremos receber autoridade de Deus, mas não queremos nos submeter a ela. Para que a autoridade se expresse é preciso que haja submissão. Se é preciso que haja submissão, o ego precisa ficar excluído [...] Isto só se torna possível quando alguém vive no Espírito. É a mais alta expressão da vontade de Deus. (p.15).

Certo ou errado está na mão de Deus
Entendo que a questão do certo e errado está na pessoa de Deus e não em nossas próprias convicções e verdades, porque o que pode ser verdade para mim, pode não o ser para outro. A pergunta é: nossa definição da verdade ou do certo e errado está baseada em que? Existem três formas de se chegar a uma verdade. A primeira forma é através do “achismo”, isto é, através daquilo que penso ser a verdade sem usar nenhum critério a não ser aquilo que acho ser o correto. A outra forma é através da “tradição”. É quando meus critérios estão baseados nas ‘verdades’ transmitidas a mim pelos meus antepassados. É o que acredito ser verdade ao passo que busquei esta verdade baseando-me no conhecimento de outros. Então é muito comum ouvir dizer: "minhas convicções de certo e errado estão baseadas no que aprendi desde menino". A ultima forma de se chegar à verdade é única e exclusivamente através da “revelação de Deus”. Quando nos baseamos no achismo e na tradição, por melhores que sejam nossas intenções, esbarramos sempre na falta do senso de obediência e na exaltação de nosso ego. O homem não pode ser governado pelo que ele acha e define a respeito do bem e o mal, mas deveria ser governado pelo Senhor Deus que conhece todas as coisas, e segundo a sua graça nos revela como viver em obediência e gratidão. A ação do homem não deve ser governada pelo conhecimento do bem ou do mal; deve ser motivada pelo senso de obediência [...] A obra da redenção é levar-nos de volta ao lugar onde encontramos o que é certo ou errado para nós - em Deus (p24).

A primeira lição que um obreiro tem de aprender é obediência à autoridade
Existem várias ordens e seguimentos doutrinários no mundo religioso. Dentre alguns deles, os protestantes, os reformados, os legalistas, os pentecostais, os da direita, os da esquerda, os tradicionais os liberais e assim por diante. Cada qual, trazendo em seu bojo doutrinário, leis, mandamentos, costumes etc. A maior parte destes seguimentos tem como regra de fé, conduta e prática, a palavra de Deus. O que difere umas das outras é a forma como cada uma interpreta as Escrituras Sagradas. O que fazer diante da diversidade cultural-religiosa? A palavra chave será sempre a mesma, "obediência". Obedecer mesmo não concordando com algum ponto, posição ou doutrina é agradável diante de Deus. Repito, desde que o ponto, posição ou doutrina não esteja contrariando a vontade e o querer de Deus em relação a vida eterna. A questão é a seguinte: "isto que não concordo, tem relevância eterna"? Isto é, isto que não concordo, vai me impedir de entrar no céu? Se a resposta for não, então, porque perder tempo com bobagens. Precisamos focar o que tem importância no reino de Deus, a obediência é uma delas; e não o que é secundário. Não deveríamos nos preocupar com o certo e o errado, com o bem ou o mal; antes, deveríamos saber quem é a autoridade sobre nós. Estamos obedecendo a doutrinas de homens; demônios ou a Deus? Se Deus não é apenas nosso Salvador, mas também nosso Senhor, Então estamos debaixo da maior autoridade que existe. Não há o que temer. Quando ficamos sabendo a quem devemos estar sujeitos, naturalmente encontramos nosso lugar no corpo. Quantos cristãos hoje em dia não têm a menor idéia do que seja submissão. È por isso que existe tanta confusão e desordem (p.26).
 
A igreja tem que obedecer a autoridade de Deus
Como obter autoridade de Deus quando a igreja negligencia a autoridade. É inconcebível que alguém com pretexto de santidade ou mesmo de conhecimento, saia da igreja levando consigo outros, movido pelo ódio pelo rancor e pelo simples fato de não conseguir obedecer à autoridade constituída por Deus na igreja. Temos que saber como obedecer na igreja. Não existe autoridade dentro da igreja que não exija obediência [...] Se a igreja falhar em permitir que a autoridade de Deus prevaleça dentro dela, o reino de Deus será desviado do seu alvo de cobrir a terra. A igreja é, portanto, o caminho para o reino; mas pode igualmente frustrar o reino (p. 70,71).
Os homens devem obedecer à autoridade delegada

As autoridades delegadas por Deus dizem respeito ao mundo, a família, a igreja. Ao mundo: "Todo homem seja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas" (Rm 13.1). A família: "Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois faze-lo é grato diante do Senhor" (Cl 3.18-20). A igreja: "Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros" (1Ts 5.12,13). Um Cristão deve ser sensível em dois pontos: para com o pecado e para com a autoridade. Mesmo quando dois irmãos se consultam mutuamente, embora cada irmão possa apresentar a sua opinião, só um deles toma a decisão final (p.83).

O elo entre a razão e o pensamento
Não podemos negar que o homem manifesta sua rebeldia não apenas em palavras e raciocínio, mas também em pensamentos. Palavras rebeldes brotam de um raciocínio rebelde, e o raciocínio por sua vez trama o pensamento. Portanto o pensamento é o fator central na rebeldia (p.123) Também temos que ter o cuidado de que expressar nosso pensamento e até mesmo verbaliza-lo não significa em regra geral rebeldia. Temos o direito e o dever de expressar nossos sentimentos e convicções sem que isto signifique estado de rebeldia. Lembremos as Escrituras que dizem: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais" (Ef 6.12). A rebeldia se caracteriza quando não obedecemos à vontade de Deus expressa em sua palavra. Quando obedecemos a Deus conseguimos obedecer aos homens, mas nem sempre quando obedecemos aos homens, estamos obedecendo a Deus. "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão" (2Co 10.4-6). O homem gosta de edificar raciocínios como fortalezas à volta do seu pensamento, mas tais raciocínios têm de ser destruídos e o pensamento tem de ser cativo. As argumentações devem ser deixadas de lado, mas o pensamento tem que ser reconduzido (p.124).

Recapturando a mente cativa
Aquele que ainda não tomou conhecimento da autoridade geralmente aspira a ser conselheiro de Deus. Tal pessoa não tem os seus pensamentos recaptulados por Deus [...] Seus pensamentos jamais foram disciplinados, pois suas argumentações são tantas e tão incessantes. Temos de permitir que o Senhor faça em nós uma operação de corte, penetrando até que sejam todos tomados cativos por Deus e não nos atrevemos a livremente argumentar ou aconselhar. Agimos como se existissem duas pessoas no universo que são oniscientes: Deus e eu. Eu sou um conselheiro que sabe tudo! Tal atitude indica claramente que meus pensamentos precisam ser recapitulados, que não sei nada sobre a autoridade (p.127,128).
Jamais tente estabelecer sua própria autoridade
O que mais me impressiona na questão sobre autoridade é que ela sempre converge para o mesmo fim: A autoridade é constituída por Deus e não pelo homem. Não precisamos nos preocupar quando sabemos que nossa autoridade é delegada por Deus. Qualquer tentativa de se estabelecer como autoridade deve ser totalmente erradicada do nosso meio. Que Deus estabeleça sua autoridade; que nenhum homem o tente [...] Quando a autoridade que lhe foi delegada for testada, não faça nada. Não se apresse, não lute, não fale por si mesmo. As pessoas não estão se rebelando contra você, mas contra Deus. Pecam contra a autoridade de Deus, não contra a sua autoridade [...] se a sua autoridade é realmente de Deus, aqueles que se opõe encontrarão bloqueado seu caminho espiritual [...] o governo de Deus é um assunto seriíssimo! (p.155,156).
Considerações finais
Em resumo, o livro de Watchman Nee "Autoridade Espiritual", termina focado na questão da autoridade. Quem tem autoridade? Quem não tem? Quem delega autoridade é Deus e não o homem. Autoridade não é mandar, mas servir humildemente. Autoridade se conquista através de submissão. Submissão à vontade e querer de Deus em todos os sentidos da vida. A nossa submissão as autoridades constituídas, e, diga-se de passagem, constituídas por Deus, vai além do nosso próprio entendimento ou querer. A submissão às leis estabelecidas no mundo, os mandamentos, preceitos e doutrinas, desde que estejam em conformidade com o querer de Deus, precisam ser observados e obedecidos porque esta é a vontade de Deus. Portanto, quem tem pelo Senhor um amor verdadeiro, expressa-o por sua obediência à Palavra e a Sua vontade.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Carta aos instrumentistas




Hoje em dia, instrumentistas cristãos têm tido um pouco de dificuldade para encontrar artigos, estudos ou livros direcionados especialmente a eles. Como sabemos, há uma grande sede por material sobre louvor e adoração, e muitos acabam se perguntando: "Como devo utilizar o meu dom na obra de Deus?", "Qual é a melhor maneira para um músico cristão realizar a sua obra?", "O que devo fazer para dar o melhor de mim a Deus?". Bem, este estudo trará a luz algumas dicas básicas destinada especialmente a estas pessoas que desejam utilizar o seu talento musical na obra de Deus. Leia atenciosamente as linhas abaixo:

O Aprimoramento do Dom

A Bíblia fala em Romanos 12.5 a 8: "...assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria". Para resumir, este verso diz para nos dedicarmos naquilo em que fomos chamados a fazer. Por esta razão, a regra número 1 do músico cristão é aprimorar o seu talento musical dentro do possível. Com certeza, Deus não quer músicos preguiçosos, músicos sem vontade para ensaiar, músicos que não desenvolvem o seu talento. Deus quer que nós multipliquemos o nosso talento!!!

Os ensaios com o Grupo

Vimos acima que o músico deve aprender a aprimorar o seu dom. Por outro lado, a maioria dos músicos não toca sozinho na igreja, mas participam de um grupo musical. Por esta razão eles devem participar de pelo menos um ensaio por semana com toda a equipe. E com certeza esta equipe tem que, antes de tudo, estar entrosada. Senão será um caos, cada um tocando de um jeito diferente! O músico também deve estar ciente de que não estou falando apenas de ensaios musicais, mas reuniões que tratam sobre assuntos do grupo, assim como reuniões de orações e estudo da Palavra.

Horários e Compromissos

Este é um assunto de suma importância. Todos os músicos que querem agradar a Deus devem ser responsáveis com todos os seus horários e compromissos estabelecidos. Se acontecer o contrário, o músico estará entristecendo a Deus e magoando as outras pessoas do grupo. A irresponsabilidade de um irmão pode fazer os outros pensarem: "Se ele pode, eu também posso!" ou "Se fulano chegou atrasado, eu também posso chegar!". Irresponsabilidade gera mais irresponsabilidade, aí o líder terá dificuldades para exortar. Na verdade, este é um mal que deve ser cortado pela raiz. Meu querido irmão, seja pontual e não falte seu compromisso sem avisar antecipadamente!!!

Cuidar com a Aparência

Bem, este é um assunto delicado mas nós não podemos deixar de comentar. O músico deve fazer o possível para não estar vestido de uma forma chamativa ou escandalosa. Isto porque ele subirá ao palco para tocar e estará à vista de todas as pessoas. Muitos irmãos podem perder a atenção ou não conseguir se concentrar no louvor por causa de vários motivos relacionados a vestimentas, sendo que o problema maior é a indecência. Vamos ter um pouco mais de sabedoria (o nosso corpo é templo do Espírito Santo) e um pouco de amor a Deus e aos irmãos, e cuidar com quê vamos nos vestir antes de ministrar no púlpito.

Investir tempo no relacionamento com Deus


Da mesma forma que cobramos ensaio e esforço do músico, isto de nada valerá se o músico não ter relacionamento com Deus. A unção (puf!), vai embora! É um erro pensar que a unção vem da musicalidade, mas muitos irmãos ao verem um conjunto abençoado, correm para os instrumentos tentando imitar os músicos que viram, pensando que vão trazer a mesma unção. Esta é a regra mais importante de todas: o músico deve ser um adorador, um amigo de Deus! Senão acontecerá igual aos grupos mundanos: eles tocam muito bem, mas a música é vazia!!! O músico deve buscar a santidade e ter um ótimo testemunho de vida, ou tudo pode ir por água abaixo. Meus irmãos, quantos músicos cristãos têm se perdido porque se dedicaram demais aos instrumentos e se esqueceram de Deus? Se você quer UNÇÃO, há duas coisas que você deve fazer todos os dias: ORAÇÃO E LEITURA DA PALAVRA! Isto é, RELACIONAMENTO COM O PAI!

Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann

Louvor mal-feito

Por que vemos na Igreja de hoje louvor tão mal-feito? Por que os músicos do mundo são melhores do que a maioria dos músicos da igreja? Por que não temos qualidade nas músicas da igreja?

Bem, algumas questões como esta me deixam por vezes chateada ao ver em nossas igrejas, músicas mal ensaiadas, orquestras desafinadas, instrumentos mal tocados, sem contar ministros mal preparados espiritualmente falando, não levando as coisas a sério! Graças a Deus o Senhor tem restaurado o Altar de Sua Igreja quanto à postura do adorador, e muitas pessoas têm sido acordadas pelo Santo Espírito para se consagrarem e separarem a Deus!

Mas e quanto ao lado técnico? Será que podemos simplesmente orar, e não precisa ensaiar tanto, já que existe a unção de Deus? É triste ver como pessoas entram no louvor da Casa do Senhor, simplesmente achando que já sabem tudo. Às vezes, é até pior. Só porque sabem alguns poucos tons no violão, alguns acordes do teclado, ou um pouquinho de flauta, sax, ou o que seja, já começam a tocar, e acabam parando de estudar! Será que Deus aceita isso? Por que os músicos do mundo ensaiam infinitas horas?

Estes dias, eu estava meditando na Palavra de Deus e li algo que entra neste assunto de excelência! A Bíblia conta sobre como a rainha de Sabá se sentiu quando viu a excelência do trabalho do rei Salomão. Se você examinar o texto de II Cr. 9:1-8, você vai ver. Leia isto: "Vendo, pois, a rainha de Sabá a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara; e as iguarias de sua mesa, o assentar dos seus servos, o estar dos seus criados, e as vestes deles; e os seus copeiros, e as vestes deles; e a sua subida pela qual ele chegava à casa do Senhor, ela ficou como fora de si..."

O que a rainha de Sabá viu, a fez elogiar o rei Salomão. A palavra diz que ela ficou como fora de si. Mas muito mais importante do que isto, sua excelência fez com que ela louvasse a Deus, adorasse ao Senhor por tudo aquilo que ela tinha visto: "Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor teu Deus." (v. 8). Ela exaltou a Deus: "Bendito seja o Senhor".

Temos que buscar excelência em tudo o que fazemos para o Senhor! Ele merece o melhor de nós. Não é porque queremos impressiona-lo. Nem mesmo o melhor cantor ou instrumentista jamais poderia impressiona-lo! Ele tem em frente de Si corais de anjos, melodias lindíssimas e incomparáveis! Mas quando damos a Ele o melhor que podemos fazer, isto mostra que nosso coração sente vontade de oferecer sacrifícios de louvor, de dar a Ele algo que nos custe; mostra a gratidão de nossos corações, e espelha na verdade uma característica de Jesus: EXCELÊNCIA!

Espero que possa ter lhe ajudado em alguma coisa. Que você disponha seu coração a fazer o melhor para nosso Amado!


A serviço do Rei, olhando para o alto
Raquel Emerick

A postura do músico

A postura do músico Por Ronaldo Bezerra
1-Aprenda a honrar e respeitar seus líderes. Seja submisso!
.
2-Cumpra com seus compromissos (horários, ensaios, reuniões, etc). Seja uma pessoa de palavra!

3-Aprenda a servir com alegria (Rm 14:17-18)
.
4-Esteja concentrado quando vier para o culto. Se você chegar mais cedo dedique um tempo à oração. Quando os teus companheiros chegarem, não fique tocando "instrumental", mas procure ensaiar as músicas
que irão ser ministradas naquele culto. Depois, dedique um momento de oração junto com os teus
companheiros.

5-Cuidado com a sua aparência (vestuário) para que não haja comentários negativos entre as pessoas. Seja prudente!

6-Cuidado com as brincadeiras e piadas fora de hora (Sl 37:30)
.
7-Não fique "voando"! Participe de todos os momentos da ministração.

8-Profetize através da música! (I Crô 25:1). Não seja um músico medíocre! Leia, estude e medite a Palavra de Deus, pois Ela é quem nos traz inspiração e unção. Profecia = Inspiração: vem da Palavra de Deus - Unção (Jo 6:63) - definição: Atos 10:38 - é poder! É a presença de Deus manifesta na pessoa do Espírito Santo. Lembre-se: "A base do seu ministério deve ser a meditação e oração".

Deus abençoe a todos Ronaldo Bezerra

Organizando os ensaios

Organizando os ensaios Por Daniel Souza
E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério;
Todos estes estavam sob a direção de seu pai, para a música da casa do Senhor, com saltérios, címbalos e harpas, para o ministério da casa de Deus; e Asafe, Jedutum, e Hemã, estavam sob as ordens do rei. E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito." (1 Crônicas 25: 1, 6 e 7) Antes de continuar lendo este texto ajude-nos a manter o site no ar.

 Bastar clicar aqui Ensaiar é algo muito importante para uma equipe de música. É nos ensaios que tudo é definido e direcionado. Queremos propor alguns passos para auxiliar sua equipe.Uma formação básica é composta de: Líder instrumental e vocal Instrumentos de base (teclado, violão e / ou guitarra, baixo, bateria, etc.); Cantores (voz principal e vozes de apoio); A equipe que dispõe de metais, percussão, cordas, etc., dê glória a Deus por isso. É uma bênção!
PRIMEIRO PASSO
Defina um dia bom para todos os membros da equipe se encontrarem Neste encontro é importante investir um tempo em oração, pedindo a direção e a capacitação de Deus Em seguida apresente as canções que serão ensaiadas. Quanto menor o número das canções, melhor o resultado É importante que todos tenham uma cópia da letra para conhecerem a mensagem do cântico
SEGUNDO PASSO
Defina outro dia para que todos novamente se encontrem Neste encontro, após a oração, distribua as partes de cada músico e / ou cantor, para que possam levar e estudar individualmente. Se houver possibilidade é muito útil uma cópia de áudio para que o músico estude sua parte de forma mais real Quando for a hora, marque períodos individuais de ensaio para os músicos e para os cantores. No ensaio dos cantores leve um play back ou um instrumento harmônico, como teclado ou violão Quando tudo estiver fluindo bem é hora de um ensaio geral: músicos e cantores
OBSERVAÇÕES FINAIS
O líder de cada área deve facilitar ao máximo o trabalho de sua equipe, definindo antecipadamente os arranjos e as notações (escritas musical). Deve ser musicalmente capaz para auxiliar nas dúvidas de cada membro da equipe. E, finalmente: Faça de cada ensaio um culto a Deus Leve a sério a parte que cabe a você Faça o melhor, consciente de que é para a glória de Deus Não se esqueça de que a música tem uma ênfase profética muito grande. Faça sempre esta pergunta: “Estou cantando / tocando somente ou estou profetizando?” Submeta seu ministério ao pastor. Por mais que não seja músico, ele pode te ajudar bastante, pois tem uma carga espiritual de visão e cuidado com toda a igreja. Deus abençoe Daniel Souza

O Escorpião

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse: — D esculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo? O mestre respondeu: — A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar. Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida. Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

louvor e adoração


Louvor e adoração é um ministério que tem um chamado único e específico. Requer dons e habilidades especiais que são diferentes daqueles de um músico, membro de coral, vocalista, pastor e etc. O Ministro de louvor e adoração é um indivíduo chamado e ungido por Deus para ministrar em Sua Casa, liderando o povo de Deus à Sua presença. Liderar louvor e adoração podem ser uma das tarefas mais difíceis dentro de uma igreja.

Imagine liderar toda uma congregação (lembre-se que alguns estão cansados, doentes, machucados, teimosos, preguiçosos, não são fáceis de ensinar e etc) na presença do Todo-poderoso Deus, em ambos os níveis individuais e congregacionais.
Não preciso dizer que é uma tarefa extremamente difícil! Por isso você precisa ser especificamente chamado e ungido para este ministério.

Lembre-se, o momento de louvor e adoração deve ser uma parte ativa, participatória e integral do culto. A congregação não deve ser um espectador, mas deve se tornar um participante ativo. Abaixo darei uma breve compilação de alguns princípios que eu selecionei e separei em anos de experiências no ministério de louvor e adoração. Eu oro para que estas ferramentas possam reforçar mais e mais o seu ministério de louvor.

As três funções do líder de louvo
1. Liderar toda a congregação até a presença de DeusA congregação necessita de ter um encontro sobrenatural com o Pai em todos os cultos.
2. Coordenar e dar cobertura ao grupo de louvor e aos músicos
Tenha certeza de ter um conhecimento básico de música e do ministério dos cantores e músicos que trabalham com você. Quando você está liderando adoração, você é responsável pelo que está acontecendo musicalmente no palco.

3. Preparar a congregação para o tempo de palavra
Tenha certeza de estar em sintonia com a liderança da igreja. Entenda a direção que Deus está dando à sua igreja através da visão do pastor.
A atitude de um líder de louvor
1. Seja entusiasta e positivo. Sorria! Deixe seu rosto refletir a Glória e alegria de Deus. Se você não fizer isso, a congregação não fará também.
2. Esteja no comando. Não seja muito tímido. Dê direções firmes. Lembre-se, insegurança destrói a criatividade.
3. Lidere pelo exemplo. Você deve ser o exemplo para um envolvimento mais ativo (aplauda, dê brados, levante as mãos, etc).
4. Seja um encorajador e um exortador. Não pregue! Apenas encorage. 5. Você deve adorar junto com a congregação.
A preparação do líder de louvor
1. Santifique-se;
2. Espere a direção do Senhor;
3. Sustância e exatidão, uma lista categorizada de músicas;
4. Ensaie, ensaie e ensaie!
Pontos práticos para o líder de louvor
1. Conheça seus músicos, cantores e/ou trilhas. - Ensaie com os músicos e cantores; - Crie sinais com as mãos para que eles possam te seguir.
2. Mudanças no tempo da música.
3. Modulações e novos tons.
4. Direções entre as músicas (repetições de coro e etc).
5. Mudanças na intensidade.
6. Transições entre as músicas. - Escolha as músicas (com tons apropriados) antes do culto.
7. Não gaste muito tempo falando
- Encoraje o povo enquanto eles adoram (Não assuma que todos sabem o que está acontecendo) - Você pode facilmente quebrar o fluir durante a adoração falando demais. - Não bata na cabeça da congregação! Se alguma correção ou exortação precisa ser dada, isto deve ser feito pelo pastor, não por você.
8. Escolha suas músicas com cuidado
- Atente para desenvolver e completar algo na adoração. Veja a adoração num âmbito geral. - Tome cuidado com temas, andamento e mudanças de tom (algumas músicas não podem ser ligadas!). - Mantenha um fluir entre as músicas.
Não pare tudo depois de cada música. Aprenda medleys ou escolha músicas que possam ser interligadas (musicalmente e espiritualmente) - Você está cantando num tom que é confortável para a você, mas que não é confortável para a congregação? - Músicas de adoração normalmente precisam ser cantadas em tons mais baixos do que músicas de louvor. - Não escolha músicas que tem um grande número de palavras e versos para a congregação cantar, ou que tenha grandes "solos". Você somente irá perder a congregação e eles não irão participar da adoração. - Escolha mais músicas do que você precisa (esteja preparado para surpresas)

9. Conheça sua música
- Não ensaie com a congregação. - Não cante músicas com as quais você não está familiarizado! Isto apenas traz confusão e dificulta para a congregação se focar em Deus. - Esteja preparado!

10. Dê direcionamentos firmes
- Você PRECISA liderar. Não a congregação, não o coro, não o grupo de louvor ou os músicos. VOCÊ tem que liderar! - Sempre lidere com sua voz. Não fique assustado com a primeira nota e permaneça na melodia o máximo que for possível. - Dê direções claras. As pessoas respondem melhor quando eles sabem o que é esperado deles. Seja o que você quer que eles sejam. - Esteja um pouquinho à frente dos versos ou coros do louvor e adoração que você está cantando. Algumas vezes, em músicas novas, é bom até falar os versos antes para que a congregação saiba o que está por vir. Você deve liderar com sua voz. - Tenha certeza que você está liderando as pessoas para o Senhor e não para você. Lidere de uma maneira que não atraia a atenção para você. - Abra os olhos! Mantenha contato visual.

11. Esteja sensível ao fluir e ao timing do Espírito Santo.
- Não tenha medo de cantar uma estrofe ou um coro várias vezes - Não tenha medo do silêncio (Existem diferentes ondas de adoração) - Saiba quando uma música já foi cantada o suficiente! Pare! - Não se apresse. Dê tempo para o Espírito Santo se mover. - Você precisa estar preparado e sensível para o Espírito Santo. Estes dois não são mutuamente exclusivos. - Nunca coloque Deus numa caixinha.

Ele pode querer fazer algo completamente diferente do que você planejou. (Você pode cantar apenas uma música por todo o período de louvor e adoração! Esteja aberto para isso). - Sempre mantenha um olho no pastor. Ele/ela saberão quando algumas coisas estão em ordem e quando não estão. - Não tenha medo de mudar a estrutura da música.

Talvez permitindo que só as mulheres cantem uma estrofe ou só os homens cantem o coro ou, então, que a congregação cante a capela algumas vezes. - Não fique tão "perdido no Espírito" de maneira que você esteja alheio ao que está acontecendo em volta de você. "Meus filhos não sejam negligentes agora, pois o Senhor os escolheu para estarem diante dEle, para servi-lO e você deve ministrar a Ele e queimar incenso". 2 Cr 29:11