quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela!



Não há quem não conheça o provérbio popular, que diz que “o poder corrompe”. Alguns acham que é uma bobagem criada pelo povão, outros que não é bem assim, pois depende do caráter da pessoa e alguns outros afirmam que nada tem a ver com a verdade. Mas a Ciência entrou em campo, para nos dar uma resposta dentro dos rigores científicos, mesmo que desagrade a muitos e surpreenda a uns poucos. Segundo os  princípios básicos da democracia criado lá longe na antiga Grécia e, na era moderna completamente deturpada, ensina: é o governo do povo, para o povo e pelo povo. Paralelamente a este conceito, surge a ideia de poder.
O poder é uma das molas propulsoras da humanidade. O homem busca o poder incessantemente. Poder da influência, da sedução, do dinheiro, do amor, da cura, o poder pessoal, etc.
Quem tem o poder de decisão, considera-se todo-poderoso a ponto de passar por cima de iguais e trair a confiança das pessoas mais próximas “AMIGOS”.
Seria certo afirmar então que a partir da tomada de posse de qualquer cargo (público ou privado) a ética é posta de lado? Que o poder se torna tão arraigado, tão enraizado, que a pessoa já não sabe mais o que é certo e o que é errado? A Posse do poder tem gerado práticas contrárias aos princípios éticos: gera desigualdades crescentes, gera injustiça, rompe laços de solidariedade. Então, é correto afirmar que, para se conhecer uma pessoa de verdade, deve-se dar poder a ela?
O que sei é que sem ética e moral, o conceito grego de democracia fica difícil de ser entendido e praticado.
ENTENDA A CIÊNCIA
O pesquisador americano Adam Galinsky, Ph.D. em psicologia social pela renomada Universidade de Princeton, diz que o poder, na maioria das vezes, torna as pessoas mais corruptas, gananciosas, mesquinhas e hipócritas e, em geral, muda-as para pior. A experiência foi aplicada em forma de testes comportamentais a voluntários. Os pesquisadores observaram que, nos testes aplicados, “os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas ao se desculpar por atitudes, que condenavam nos outros.” Como acontece na vida real, tais sujeitos julgavam-se acima do bem e do mal, como se certas regras comportamentais não dissessem respeito a eles.
Portanto, meus queridos leitores, abram os olhos, pois o poder corrompe sim. E não pensem que é só o poder de grande porte. Alguns indivíduos há, que mesmo no posto de gerentes de departamentos, representantes de comunidades, diretores de escolas, assessores de políticos, síndicos, dirigentes de clubes, porteiros, médicos de instituições públicas, portadores de diplomas de curso superior, etc., adotam uma postura de seres especiais, de uma espécie humana diferenciada da comumE pior, aqueles que ousam questioná-los, para maior compreensão de determinado assunto, usando os meios legais, são tidos como desrespeitosos, desequilibrados e arrogantes. Sendo, até mesmo, intimidados por processos judiciais, por estarem duvidando da honra alheia ou os desrespeitando no exercício de suas funções. O que é uma piada bem conhecida em nosso país.
Diz a pesquisa que, embora os “notáveis mais notáveis” saibam que o poder os deixa no centro das atenções, pelo cargo ocupado, psicologicamente sentem-se invisíveis e inacessíveis à qualquer forma de punição. Coisa que não acontece às pessoas ditas comuns, que são sempre penalizadas. Em muitos países, a impotência, as firulas ou a morosidade da justiça acabam reforçando esse comportamento imoral dos “poderosos”, deixando-os “invisíveis”, para agirem impunemente.
O TESTE
Segundo o pesquisador Adam Galinsky a melhor maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele, pois, já se pode afirmar com absoluta certeza, que o uso do poder provoca mudanças comportamentais nos indivíduos. E, ai meu Deus, a maior transformação é a que os torna mesquinhos, corruptos e hipócritas. De modo que tais figuras começam com pequenos deslizes e vão afrouxando seus padrões éticos, ante a falta de cobrança e punição. Daí para se transformarem em um deus onipotente, onisciente e onipresente é um pulo. E voltamos ao politeísmo!
Quem pensa que os “dominantes”, quando flagrados em seus delitos mostram-se envergonhados e arrependidos (ver o histórico do ex-governador José Arruda) está redondamente enganado. Primeiro porque eles já cometeram muitas irregularidades, que não lhes trouxeram punição alguma e, segundo, porque se julgam no direito de tê-las cometido, pois não se vêem como cidadãos comuns, a quem cabe os rigores da lei. É o tal do “Você sabe com quem está falando?”.
A maioria das pessoas, quando fora do poder, possui um tipo de comportamento, mas assim que se vê imbuída de uma faísca de autoridade muda a conduta (Quem não conhece alguém assim?). Essa maioria não apenas assume postura imoral, como se torna ditadora e hipócrita, defendendo padrões rígidos de comportamentos para os outros, mas que nunca dizem respeito a si. Vemos, na verdade, que tais indivíduos trabalham, não pelo bem da coletividade, mas pelo bem deles mesmos.
Adam Galinsky diz que a melhor saída, para conter essa tendência humana de agir mal, quando se encontra no poder, é fazer com que os “poderosos” tenham de prestar contas. De modo que o combate à falta de ética, à imoralidade e à arrogância do poder deva ser constante, exigindo-se processos decisórios transparentes das pessoas, em qualquer que seja a função, que exerçam, em nome de uma coletividade ou de um povo.
“Pessoas brilhantes falam sobre ideias, pessoas medíocres falam sobre coisas, e pessoas pequenas falam sobre outras pessoas.” Dick Corrigan
Fonte: Stress Positivo
Adaptado para o Blog Aconteceu Ipu.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela!


Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela!

Fábio Lais discute quais as competências um líder deve ter ao assumir a função de gestor.

*Por Fábio R. Lais


Amigo(a) leitor(a),

Essa semana, o tema da coluna surgiu através de alguns amigos, colegas de trabalho e principalmente, daquilo que tenho vivido ao longo da minha experiência profissional e das consultorias em empresas.

Com certeza você já ouviu a expressão “Se você quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela!”. Pois bem, é isso mesmo!

Num tempo onde o tema “liderança” está mais evidente do que nunca, numa tentativa de conscientização de líderes, chefes, encarregados, supervisores, diretores de empresas para uma gestão mais humanizada, vislumbrando sempre a otimização de resultados, a melhoria das condições de trabalho (principalmente do clima organizacional), sempre me deparo com profissionais insatisfeitos, que dizem que treinamentos, palestras, livros, entre outros, não resultam em nenhuma melhoria dentro de seus ambientes de trabalho, pois tudo é bonito na teoria, mas na realidade nada acontece.

Muitos destes profissionais ficam sonhando com uma oportunidade de promoção para poderem mostrar, enfim, como gostariam de terem sido liderados. Projetam que se assumirem, tudo será diferente! Outros profissionais, já na função de líderes, fazem seu trabalho de forma “morna” (não mudam nada, apenas continuam o que já estava sendo feito ou não antes da sua chegada) e ficam à espera de uma nova promoção.

Dá para ser diferente sim!

Se fizermos uma busca, não faltam exemplos de líderes que realmente fizeram revoluções nas empresas, nos resultados e principalmente nas pessoas que estavam em suas equipes, que deveriam ser seguidos com maior freqüência. Líderes como Frederico Curado (Embraer), Alessandro Carlucci (Natura) e Ivan Zurita (Nestlé/Brasil) que constroem juntamente com suas equipes onde querem chegar, deixando claro a todos os colaboradores qual é a missão de cada um deles dentro da organização e principalmente, para onde estão caminhando.

Líderes como Michelangelo, que ao produzir a estátua de Davi, disse “Apenas tirei da pedra de mármore tudo o que não era Davi”, deixando claro que o mérito pela obra não é algo do qual você tenha que se orgulhar eternamente, nem tampouco se afogar neste devaneio. Tem líder que costuma comentar que um colaborador só foi brilhante porque ele (o líder) permitiu ou ajudou. Quer ser o eterno gênio da lâmpada e jamais admite a genialidade de seus liderados.

Nelson Mandela, Bernardinho e Zilda Arns, que sempre fizeram mais do que era o esperado, que cuidaram do todo e não apenas de parte do problema, que inspiraram pelos seus valores, de modo que educassem através de seus exemplos, liderando dentro e fora da empresa, do governo, da quadra ou da ONG. Foram liderem que puderam colocar o sonho dos seus liderados acima de tudo, mostrando que ele era apenas a ferramenta que tornaria o sonho deles mais próximo. Nunca serão esquecidos pela história pelo fato de não terem brilhado sozinhos.

Infelizmente, ainda é comum nos depararmos com pessoas que assumem a cadeira do líder e esquecem de tudo isso. Começam a criar regras e controles que saem do “nada” e vão para o “lugar nenhum”. Querem mostrar que agora tudo vai ser diferente! Que agora tem comando! E nesta hora que tudo pode ir por água abaixo.

Alguns líderes deveriam receber o Troféu “AMEBINHA” (Agente de Melhorias e Estratégias Bestas, Inúteis, Nulas, Horríveis e Absurdas).

Quando um líder “morno” sai e entra outro querendo “ferver” tudo de uma vez só, pode esperar por problemas. A fervura tem que ser dosada conforme cada objetivo. É de uma forma para cozinhar o ovo, de outra para passar um bom café, outra para cozinhar o feijão, etc.

Muitas pessoas estão deixando empresas, por conta deste tipo de líder, que quer brilhar tanto que acaba tirando o brilho de cada integrante do grupo.

Fica aqui o apelo para os diretores das empresas e organizações em geral. Atentem para seus líderes. Verifiquem se eles estão fazendo seus talentos brilharem! Se estão polindo as jóias da sua empresa ou se estão jogando todos os ingredientes na mesma fervura.

Verdadeiros líderes fazem do limão, uma limonada. Da casca da laranja, um delicioso bolo, das sobras de ontem, um belo prato do dia!
Líderes despreparados poderão fazer um sopão na fervura, que ao esfriar pode acabar virando uma lavagem intragável até a ele próprio.

A verdade é que quando alguém assume o poder, pode correr alguns riscos:

1) Se “borrar todo” por não estar preparado para liderar;
2) Querer mostrar tanto serviço e acabar mostrando sua verdadeira personalidade e se tornar odiado; ou
3) Ajudar as empresas e as pessoas a atingirem seus objetivos e sonhos.

Como você age quando lhe dão poder?

Boa reflexão!
Até a próxima!


*Fábio R. Lais é proprietário da Turnover Consultoria, palestrante, docente do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e professor Universitário. Ministrou mais de 350 palestras, cursos e treinamentos relacionados à motivação pessoal e corporativa, qualidade de vida, liderança, técnicas comerciais, atendimento à clientes, planejamento estratégico, comprometimento, memorização, entre outros. Graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em Recursos Humanos e Psicologia Organizacional.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PASTOR, EU NÃO ARRUMO NAMORADO, SERÁ QUE ESTOU DEBAIXO DE MALDIÇÃO?



Por Renato Vargens
Não sei se você já percebeu, mais para algumas pessoas estar solteiro é estar debaixo de uma verdadeira maldição. Outro dia eu escrevi um texto sobre evangélicos desesperados para casar, (leia aqui) o que gerou quase uma centena de comentários agoniados.
Interessante é que os relatos destas pessoas , apontam para o fato de que não são poucos aqueles que se encontram absolutamente desesperados para contrair matrimônio, na verdade, tem muita gente acreditando que só é possível experimentar felicidade se encontrar um príncipe ou uma princesa encantada.
Se não bastasse isso, a pressão da sociedade, da família e da igreja pelo casamento é além do normal. Desde cedo, na adolescência, meninos e meninas são ensinados que só poderão ser felizes se possuírem seus namoradinhos e namoradinhas. Ora, vamos combinar uma coisa? Esse tipo de pressão é extremamente adoecedor. Para piorar a situação alguns evangélicos movidos por uma percepção adoecida das Escrituras, tem satanizado todas as coisas, ensinando que algumas pessoas só casarão quando amarrarem o espírito da solteirice. (leia aqui)
Caro amigo, estar solteiro ou ser solteiro não significa estar debaixo de maldição. O fato de você não está namorando alguém, ou até mesmo de não ter casado não significa que foi amaldiçoado ou que o capeta amarrou o seu destino. Gostaria de lembrá-lo que existe um tempo estabelecido por Deus para todas as coisas. Salomão em sua grande sabedoria afirmou: “Existe um tempo determinado para todas as coisas na vida”. Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar, em outras palavras isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de carinhos, afagos, abraços e beijos de alguém. Em contra-partida, isso significa dizer também que existem momentos na vida, que somos chamados a um momento de reclusão onde outros valores necessários a uma existência plenificada nos são trabalhados.
Diante disto tenho plena convicção que vale a pena esperar o tempo e o momento certo para desfrutar do prazer de namorar e que o melhor jeito para isso acontecer é o mesmo que levaram nossos avós, pais e amigos a encontrarem seus namorados. A espontaneidade!
Isto, posto, fuja da pressão e confie em Deus deleitando-se naquele que é o supridor de toda carência humana.
‎”Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle!” – John Piper
Pense Nisso!
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